A última ponte Inca chamada Queswachaca é uma das poucas tradições Incas que são preservadas no Peru de forma única e original desde que o império foi estabelecido há mais de 600 anos.
Assista a este vídeo para conhecer como é o itinerário da viagem, assim como o que você poderá ver ao chegar à última ponte Inca:
1. Como chegar à última ponte Inca Queswachaka?
Queswachaka está localizada a 3 horas e 45 minutos de viagem partindo da cidade de Cusco. Para chegar até aqui, é necessário contratar os serviços de uma agência de viagens ou alugar um veículo e dirigir guiando-se por mapas.
2. Localização:
Queswachaka está localizada ao sul da cidade de Cusco, no distrito de Quehue, província de Canas, departamento de Cusco, a 3.700 metros acima do nível do mar, construída sobre o rio Apurímac.
3. Itinerário de viagem:
Buscamos você cedo pela manhã em seu hotel em um transporte privado por volta das 4:00 a.m. Depois disso, após uma viagem de 1 hora e 20 minutos, teremos um delicioso café da manhã buffet no povoado de Cusipata para recarregar nossas energias.
Depois disso, viajaremos por mais 2 horas e 30 minutos, passando por povoados muito pitorescos ao longo da rota antes de chegar à última ponte Inca Queswachaka.
Este tour é super simples de realizar, já que são caminhados apenas 100 metros, por isso, se você viajar com crianças ou for um adulto mais velho, não haverá problema em realizar esta viagem.
Por volta das 9:00 a.m., depois da explicação e da sessão de fotos com nosso guia, estaremos atravessando a última ponte dos Incas. Esta ponte tem, no total, 28 metros de comprimento e 1,5 metros de largura, podendo suportar uma carga máxima de 350 kg, aproximadamente 5 pessoas atravessando a ponte ao mesmo tempo.
Para atravessar esta ponte, faremos isso de forma individual, contribuindo assim para a preservação do local.
Depois de uma experiência emocionante, cheia de adrenalina e história, retornaremos ao nosso transporte privado para continuar o trajeto rumo ao circuito das 4 lagoas de Pomacanchi, onde também poderemos tirar fotos espetaculares e contemplar as belas paisagens que os Andes oferecem.
Por volta das 13:30, estaremos de volta ao restaurante para saborear um delicioso almoço buffet de comida típica de Cusco.
Finalmente, por volta das 17:30, estaremos retornando ao hotel.
4. Um pouco sobre a tradição e por que esta ponte continua sendo construída
No ano de 1410 d.C., o primeiro imperador dos Incas e nono governante, Pachacuteq, encontrava-se em plena campanha militar de expansão. Ele se deparou com grandes desafios logísticos de abastecimento e transporte de armamento, o que levou ele e seus engenheiros mais sofisticados a construir uma série de pontes, caminhos e armazéns para facilitar aos Incas a realização de suas diversas conquistas.
4.1. Tradição milenar:
A última ponte dos Incas, Queswachaka, é renovada anualmente pelas comunidades de Huinchiri, Chaupibanda, Ccollana Quehue e Choccayhua, que vivem ao seu redor, tradição que se mantém desde a época em que o imperador Pachacuteq mandou construí-la pela primeira vez.
A forma como estas comunidades trabalham juntas é por meio de um antigo sistema econômico Inca chamado Minka, que significa ajuda recíproca entre comunidades, onde se unem tradições ancestrais como compartilhar alimentos, bebidas e música enquanto a ponte é renovada durante aproximadamente 4 dias, que é o tempo que dura a renovação da ponte. A ponte normalmente é renovada no dia 1º de junho de cada ano, data que coincide com a época de seca e quando o nível do rio está baixo.
Atualmente, o governo do Peru, por meio do Ministério da Cultura, promove esta tradição e financia campanhas publicitárias, assim como oferece ajuda econômica às comunidades responsáveis pela renovação da última ponte Inca, celebração que acontece ano após ano.
4.2. Materiais de construção de Queswachaka:
Os Incas utilizaram apenas dois materiais: palha ou ichu, como é conhecida localmente em quéchua, a língua da região, e um pouco de madeira e pedras para as diferentes amarrações.
A palha que os moradores locais extraem dos arredores é trançada várias vezes até formar uma fibra suficientemente grossa para suportar o peso das pessoas que irão atravessar esta ponte.
Da mesma forma, em cada extremidade do cânion existem torres de pedra onde repousam os suportes principais, que servem como âncoras para as cordas, as quais têm cerca de 20 cm de diâmetro. São 4 no total que vão na base, mais outras 2 que ficam nas laterais como corrimãos, todas elas revestidas com cordas mais finas para que a travessia seja simples e segura.
5. Vamos planejar esta viagem:
Viva esta experiência única conosco, envie-nos uma mensagem pelo WhatsApp e juntos faremos isso acontecer.